Toxicidade de extratos de pinhão manso ao ácaro-rajado, Tetranychus urticae Koch (Acari: Tetranychidae)

Anderson Mathias Holtz, Vando Miossi Rondelli, Hágabo Honorato de Paulo, Mayara Loss Franzin, Jéssica Mayara Coffler Botti, Vanessa Victer dos Santos, Dirceu Pratissoli

Resumo


Resumo: O objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade acaricida de derivados (extratos e óleo) de diferentes partes de pinhão-manso (Jatropha curcas L.), em diferentes concentrações, visando ao manejo do ácaro-rajado, Tetranychus urticae. Discos de folhas de feijão-de-porco (4 cm de diâmetro) contendo 10 fêmeas de T. urticae foram pulverizadas com auxílio de uma torre de Potter, aplicando-se 6 mL de solução por repetição. Foram utilizadas 10 repetições por tratamento, sendo avaliada a mortalidade 72 horas após a pulverização. O óleo de J. curcas foi o único extrato que não se ajustou a nenhum modelo de regressão. As partes da planta de pinhão-manso folha, caule e raiz apresentaram efeito dose-resposta sobre a mortalidade de T. urticae, apresentando aumento da mortalidade em função do aumento da concentração desses extratos. Contudo, as mortalidades observadas nos tratamentos com o extrato da casca do caule se ajustaram ao modelo de regressão quadrática. O óleo de J. curcas na concentração de 1,0% e os extratos de folha e caule dessa planta na concentração de 3,0% causam mortalidade de T. urticae entre 82,6 e 88,5%. Assim, esses extratos de J. curcas podem ser utilizados para o manejo de T. urticae.

Palavras chave: Manejo Integrado de Pragas (MIP), Efeito dose-resposta, Jatropha curcas


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