Maturação de diásporos de plantas daninhas do gênero Priva (Verbenaceae)

Edson Ferreira Duarte, Carlos Henrique Barbosa Santos, Davi Silva Baracho, Diego da Silva Cunha

Resumo


Objetivou-se avaliar a maturação dos diásporos, constituídos por sépalas, frutos e sementes, de Priva bahiensis A. DC. e de Priva lappulacea (L.) Pers. e determinar a maturidade fisiológica das sementes. Avaliou-se a morfologia dos diásporos, dos frutos e sementes ao longo da maturação e suas as dimensões, além das massas fresca e seca, do teor de água, da emergência e do índice de velocidade de emergência (IVE), de nove estádios (cerca de 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16 e 18 dias) para a primeira espécie e dez estádios (cerca de 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18 e 20 dias) para a segunda. Os incrementos morfométricos nos frutos de P. bahiensis ocorreram até o nono estádio, quando o comprimento (5,38 mm), a massa seca (7,34 mg), a emergência (3,25%) e o IVE (1,97) foram maiores. Em P. lappulacea os diásporos e frutos apresentaram incrementos no comprimento e na largura até cerca de 10 dias. Em ambas as espécies, a máxima massa seca, emergência e IVE ocorreram no estádio nove (18 dias). A maturidade fisiológica de sementes de P. bahiensis e de P. lappulacea ocorre cerca de 18 dias, enquanto a maturidade morfológica de P. bahiensis é mais precoce (10 dias).

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