Interação entre salinidade e biofertilizante de caranguejo na cultura do milho

Geocleber Gomes de Sousa, Thales Vinícius de Araújo Viana, Giovana Lopes da Silva, Chislene Nojosa Dias, Benito Moreira de Azevedo

Resumo


O biofertilizante de caranguejo poderá atenuar o efeito do estresse salino sobre o crescimento e as trocas gasosas do milho. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho foi avaliar o crescimento inicial e as trocas gasosas do milho (Zea mays L.) irrigado com águas salinas em solo com biofertilizante de caranguejo. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, em esquema fatorial 5 x 2 com cinco repetições. Os fatores corresponderam a cinco níveis de salinidade da água de irrigação: 0,8; 1,5; 3,0; 4,5; e 6,0 dS m-1 e com e sem aplicação de biofertilizante caranguejo no solo, aplicado de uma única vez, em cinco repetições. Foram avaliadas as seguintes variáveis: altura de plantas, número de folhas, diâmetro do colmo, área foliar, matéria seca da parte aérea, fotossíntese, transpiração, condutância estomática e temperatura da folha. O aumento do estresse salino no solo decorrente da irrigação com águas salinas provoca redução na altura de plantas, número de folhas, diâmetro do colmo e área foliar, sendo menos afetada com a presença do biofertilizante de caranguejo. A irrigação com águas salinas provoca redução na fotossíntese, na condutância estomática e na transpiração em plantas de milho, sendo menos afetada com a presença do biofertilizante de caranguejo.

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