Desfolha artificial em estádios vegetativos e suas implicações a cultura da soja

Maicon Nardino, Velci Queiróz de Souza, Carlos Busanello, Carlos André Bahry, Braulio Otomar Caron, Paulo Dejalma Zimmer, Denise Schimidt

Resumo


Resumo: O objetivo deste trabalho foi avaliar a resposta da soja a diferentes níveis de desfolha artificial nos
estádios vegetativos e sua influência sobre os caracteres de interesse agronômico nas safras agrícolas de
2010/2011 e 2011/2012. O delineamento experimental utilizado foi de blocos ao acaso com sete
tratamentos e quatro repetições para as duas safras agrícolas, sendo T1: sem desfolha; T2: desfolha em
V4; T3: desfolha em V4 e V5; T4: desfolha em V4, V5 e V6; T5: desfolha em V4, V5, V6 e V7; T6: desfolha
V4, V5, V6, V7 e V8; T7: desfolha em V4, V5, V6, V7, V8 e V9. As variáveis analisadas foram: inserção do
primeiro legume (IPL), altura da haste (AH), número de legumes na haste (NLH), número de legumes totais
nas ramificações (NLR), número de legumes totais na planta (NLP), nós reprodutivos na haste principal
(NRHP), nós reprodutivos nas ramificações (NRR), número de nós totais na haste (NNH), número de nós
nas ramificações (NNR), distância entre nó (DEN), número de ramificações (NR), comprimento das
ramificações (CR), massa de mil sementes (MMS) e rendimento (RG). A desfolha em diferentes estádios
vegetativos, para os níveis de 25%, 40%, 50%, 57%, 62,5% e 66,7% não influencia o rendimento de grãos
em soja para cultivar BMX ATIVA RR. Tanto a desfolha como os anos de cultivo, influenciam os caracteres
NLH, NLR, NLN, NNH, NNR, NRR, CR, DEN e NR em soja.
Palavras chave: Desempenho agronômico; Fatores bióticos e abióticos, Glycine max.


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ISSN 2236-4420 - versão on line