Análise palinológica de geoprópolis do Brasil, da Bolívia e Venezuela: uma revisão

Ortrud Monika Barth, Alex da Silva de Freitas

Resumo


Resumo: É apresentada uma revisão dos resultados obtidos pela análise polínica/palinológica de amostras
de geoprópolis elaboradas por diversas espécies de abelhas sem ferrão e procedentes do Brasil, da Bolívia
e Venezuela. Foram analisadas quanto à presença de grãos de pólen e demais elementos figurados
presentes em seus sedimentos, tais como hifas e esporos de fungos, fragmentos de tecidos vegetais,
matéria orgânica amorfa, fragmentos de areia, barro e argila e resinas. A análise polínica de geoprópolis
permite reconhecer a vegetação local e regional dentro do raio de ação das abelhas. Estas análises
fornecem dados que devem subsidiar as análises físico-químicas de geoprópolis e que, em conjunto,
definem a qualidade do produto.
Palavras chave: Abelhas sem ferrão, Análise palinológica, Vegetação.


Texto completo:

PDF

Referências


Bankova, V. & Popova, M. (2007). Propolis of

stingless bees: a promising source of biologically

active compounds. Pharmacognosy Reviews, (1)

-92.

Barros, M. H. M. R., Luz, C. F. P.& Albuquerque,

P. M. C. (2013). Pollen analysis of geopropolis of

Melipona (Melikerria) fasciculate Smith, 1854

(Meliponini, Apidae, Hymenoptera) in areas of

Restinga, Cerrado and flooded fields in the state

of Maranhão, Brazil. Grana, (52) 81–92.

Barth, O. M. (1989). O Pólen no Mel Brasileiro

(151p). Rio de Janeiro, Editora Luxor.

Barth, O. M. (1998). Pollen analysis of Brazilian

propolis. Grana, (37) 97-101.

Barth, O. M. & Luz, C. F. P. (2003). Palynological

analysis of Brazilian geopropolis sediments.

Grana, (42) 121-127.

Barth, O. M. (2006). Palynological analysis of

geopropolis samples obtained from six species of

Meliponinae in the Campus of the Universidade

de Ribeirão Preto, USP, Brazil. Apiacta (41) 71-

Barth, O. M, Barros & M. A, Freitas, F. O. (2009)

Análise palinológica em amostras arqueológicas

de geoprópolis do Vale do Rio Peruaçu, Januária,

Minas Gerais, Brasil. Arquivos do Museu de

História Natural e Jardim Botânico da

Universidade Federal de Minas Gerais, Belo

Horizonte, Minas Gerais, (19) 277-290.

Barth, O. M., Freitas, A. S., Sousa, G. L.&

Almeida-Muradian, L. B. (2013). Pollen,

physicochemical and trophic analysis of paired

honey samples of Apis and Tetragonisca bees.

Interciência (38) 280-285.

Bazlen, K. (2000). Charakterisierung von Honigen

stachelloser Bienen aus Brasilien (141f). Tese de

Doutorado. Eberhard-Karl Universidade de

Tübingen, Faculdade de Biologia, Alemanha.

Dutra, R. P., Nogueira, A. M. C., Marques, R. R.

O., Costa, M. C. P.& Ribeiro, M. N. S. (2008)

Avaliação farmacognóstica de geoprópolis de

Melipona fasciculata Smith da Baixada

maranhense, Brasil. Revista Brasileira de

Farmacognosia (8) 557-562.

Erdtman, G. (1952). Pollen morphology and plant taxonomy – Angiosperms (539p). Chronica

Botanica, Waltham, Massachusetts.

Freitas, A. S., Vit, P.& Barth, O. M.(2012). Pollen

profile of geopropolis samples collected by native

bees (Meliponinae) in South American countries.

Sociobiology (59) 1465-1482.

Freitas, A. S., Vit, P. & Barth, O. M. (2013). Pollen

analysis of geopropolis and própolis from

stingless bees. In Vit, P.; Roubik, D.W. (Ed.).

Stingless bees process honey and pollen in cerumen

pots (Cap. 9). Facultad de Farmacia y Bioanálisis,

Universidad de Los Andes, Mérida, Venezuela.

Recuperado de

http://www.saber.ula.ve/handle/123456789/35292.

Louveaux, J., Maurizio, A. & Vorwohl, L. (1978).

Methods of melissopalinology. Bee World (59)

-157.

Manrique, A. J. & Santana, W. C. (2008).

Flavonoides, actividades antibacteriana y

antioxidante de propóleos de abejas sin aguijón,

Melipona quadrifasciata, Melipona compressipes,

Tetragonisca angustula y Nannotrigona sp. de

Brasil y Venezuela. Zootecnia Tropical (26) 157-

Nogueira-Neto, P. (1953). A criação de abelhas

indígenas sem ferrão (280p). São Paulo, Editora

Chácara e Quintais.

Nogueira-Neto, P. (1997). Vida e criação de

abelhas indígenas sem ferrão (446p). São Paulo,

Editora Parma Ltda.

Ramalho, M., Silva, M. D. & Carvalho, C. A. L.

(2007). Dinâmica de uso de pólen por Melipona

scutellaris Latreille (Hymenoptera: Apidae): uma

análise comparativa com Apis mellifera L.

(Hymenoptera: Apidae), no domínio tropical

atlântico. Neotropical Entomology, (36) 38-45.

Roubik, D. W. (1978). Competitive interactions

between neotropical pollinators and africanized

honey bees. Science (201) 1030-1032.

Roubik, D. W. & Moreno, J. E. (1991). Pollen and

spores of Barro Colorado Island (268p). Missouri

Botanical Garden, St. Louis, USA.

Schaffer, W. M., Zeh, D. W., Buchmann, S. l.,

Kleinhans, S., Schaffer, M. V. & Antrin, J. (1983).

Competition for nectar between introduced honey

bees and native north american bees and ants.

Ecology (64) 564-577.

Teixeira, E. W., Message, D., Meira, R. M. S. A.&

Salatino, A. (2003). Indicadores da origem

botânica da própolis, importância e perspectivas.

Boletim da Indústria Animal (60) 83-106.

Vit, P. (2005). Melissopalynology Venezuela

(p.205). ABIBA-CDCHT, Universidad de Los

Andes, Mérida, Venezuela.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Magistra

ISSN 2236-4420 - versão on line