Atividade residual do pyrithiobac-sodium no controle de plantas daninhas do algodoeiro

Guilherme Braga Pereira Braz, Rubem Silvério de Oliveira Júnior, Jamil Constantin, Jethro Barros Osipe, Hudson Kagueyama Takano, Eliezer Antonio Gheno

Resumo


Resumo: A utilização de herbicidas em pós-emergência consiste em um dos principais métodos de controle de plantas daninhas no algodoeiro, porém poucas informações existem na literatura sobre a atividade residual destes produtos no controle de plantas daninhas. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a atividade residual de pyrithiobac-sodium sobre as principais espécies infestantes do algodoeiro. Foram conduzidos seis experimentos (número de espécies avaliadas) em casa-de-vegetação. Cada experimento foi instalado em arranjo fatorial (3 x 4) + 1, sendo três épocas de aplicação do herbicida antes da semeadura (20, 10 e 0 DAS) e quatro doses de pyrithiobac-sodium (28, 56, 84 e 112 g ha-1), além de um
tratamento adicional (Testemunha sem herbicida). Em todos os experimentos foram realizadas avaliações de porcentagem de controle e estádio das plantas daninhas aos 7 e 28 dias após a emergência. O biótipo de Bidens pilosa resistente aos herbicidas inibidores da ALS não apresentou sensibilidade ao pyrithiobacsodium aplicado no solo. A atividade residual deste herbicida causou restrição no desenvolvimento vegetativo das demais espécies. As espécies com maior sensibilidade a atividade residual do pyrithiobacsodium,
em ordem decrescente, foram: Alternanthera tenella, Amaranthus lividus, Amaranthus hybridus, Euphorbia heterophylla e Tridax procumbens.


Palavras chave: Amaranthaceae, Asteraceae, Euphorbiaceae.


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ISSN 2236-4420 - versão on line