Inseticidas para o controle de tripes Frankliniella occidentalis (Thysanoptera: Thripidae) em roseira

Elaine Silva dos Santos, Cristiane Ramos Coutinho, Gisele Gurgel Silveira, Winnie Cezario Fernandes, Patrik Luiz Pastori, Nivia da Silva Dias-Pini

Resumo


Resumo: Na floricultura, alguns fatores limitam a produção de flores de corte, com destaque para os tripes Frankliniella occidentalis (Thysanoptera: Thripidae), praga economicamente importante em ambientes protegidos. Objetivou-se avaliar a eficácia de produtos fitossanitários possíveis de serem utilizados para o controle de F. occidentalis em roseiras, em casa-de-vegetação. O experimento foi conduzido na Fazenda Lovely Red da Empresa Reijers Agrofloricultura LTDA em Ubajara, Ceará, durante abril a maio/2014, em plantio de roseira cultivar ‘Kalinca’, com dois anos de idade. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com nove tratamentos e seis repetições, incluindo a testemunha sem aplicação de inseticidas. Cada tratamento foi aplicado em 12 unidades experimentais (plantas), sendo analisadas em grupos de quatro, após 24, 48 e 72 h da aplicação dos tratamentos (AAT). Os produtos fitossanitários utilizados e suas misturas foram: acefato, tiametoxam, espinosade, metomil, piriproxifem, imidacloprido, espinosade + piriproxifem + metiram, imidacloprido + cipermetrina + piriproxifem e o controle (sem aplicação). As maiores médias gerais de mortalidade de tripes ocorreram 24 h AAT e, espinosade e tiametoxam apresentaram a maior eficiência nessa avaliação. As misturas de produtos apresentaram resultado satisfatório no controle da praga nas três avaliações (24, 48 e 72 h AAT). Os inseticidas e as misturas permitem ampliar as alternativas para o manejo de F. occidentalis apesar da necessidade de estudos mais detalhados e do registro no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

Palavras chave: Controle químico, Insetos fitófagos, Rosa sp.


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