Crescimento vegetativo de cultivares de milheto sob diferentes disponibilidades hídricas

Mirna Clarissa Rodrigues Almeida, Maurício Luiz de Mello Vieira Leite, Eduardo Henrique de Sá Júnior, Manoela Gomes da Cruz, Geovane Alves de Moura, Edvaldo Alves de Moura, Guilherme Augusto dos Santos Sá, Leandro Ricardo Rodrigues de Lucena

Resumo


Resumo: O milheto (Pennisetum glaucum) é uma gramínea com alto potencial forrageiro em regiões semiáridas, tanto pela qualidade nutricional como pela alta tolerância ao déficit hídrico. Objetivou-se avaliar o crescimento vegetativo de duas cultivares de milheto submetidas a diferentes níveis de água no solo. Utilizou-se o delineamento inteiramente casualizado no esquema fatorial 4x2x6, sendo quatro disponibilidades de água no solo (20, 40, 60, 80 %), duas cultivares de milheto (ADR 300, IPA BULK 1BF) e seis períodos de avaliações, com seis repetições. Foram avaliados: diâmetro de colmo, comprimento de colmo, número de folhas mortas, folhas vivas expandidas, folhas vivas em expansão, altura de planta, número de perfilhos, comprimento e largura da lâmina foliar. Aos 70 dias após a emergência, realizou-se o corte de uma planta por vaso, separando-se os componentes morfológicos em lâmina foliar, panícula e colmo, para a determinação da massa fresca e seca, utilizando-se estufa para secagem e balança de precisão para aferição das massas. Para todas as análises utilizou-se o software R-project. As características morfogênicas e estruturais da cultivar IPA BULK 1BF não sofreram influencia com a redução da disponibilidade hídrica, enquanto que a cultivar ADR 300 demonstrou menor desempenho quando submetida as menores disponibilidades de água (20 e 40%). Nas análise das massas frescas e secas, constatou-se que a cultivar ADR 300 apresentou-se inferior apenas quanto à massa de panícula, sendo iguais nas demais comparações. O milheto apresenta tolerância ao déficit hídrico. A cultivar IPA BULK 1BF mostra-se mais tolerante ao déficit hídrico em comparação a ADR 300.

 Palavras chave: Pennisetum glaucum, Déficit hídrico, Forragem.

 

 

 


Texto completo:

PDF

Referências


Araújo, S. A.C., Vasquez, H. M., Campostrini, E., Netto, A. T., Deminicis, B. B., & Lima, E. S. (2010). Características fotossintéticas de genótipos de capim-elefante anão (Pennisetum purpureum Schum.), em estresse hídrico. Acta Scientiarum. Animal Sciences, 32, 1, 1-7.

Bomfim-Silva, E. D., Silva, T. J. A., Cabral, C. E. A., Kroth, B. E., & Rezende, D. (2011). Desenvolvimento inicial de gramíneas submetidas ao estresse hídrico. Revista Caatinga, 24, 180-186.

Cavalcante, A.C.R., Cavalinni, M.C., & Lima, N.R.C.B. (2009). Estresse por déficit hídrico em plantas forrageiras. Embrapa Caprinos e Ovinos - Documentos.

Casaroli, D., & Lier, Q. J. V. (2008). Critérios para determinação da capacidade de vaso. Revista Brasileira de Ciência do Solo, 32 (1) 59-66.

Costa, J. R, Pinho, J. L. N., & Parry, M. M. (2008). Produção de matéria seca de cultivares de milho sob diferentes níveis de estresse hídrico. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, 12, 443-450.

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Centro Nacional de Pesquisa de Solos .(2013). Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (3 ed., 353 p). Brasília: Embrapa Solos.

Guimarães, R., Jr., Gonçalves, L. C., Jayme, D. G., Pires, D. A. A., Rodrigues, J. A. S., & Tomich, T. R. (2010). Degradabilidade in situ de silagens de milheto em ovinos. Ciência Animal Brasileira, 11, 334-343.

Leite, M. L. M. V., Lucena, L. R. R.; Sá Jr., E. H., & Cruz, M. G. (2017). Estimativa da área foliar em Urochloa mosambicensis por dimensões lineares. Revista Agropecuária Técnica, 38 (1) 9-16,

Montenegro, A. A. A., & Montenegro, S. M. G. L. (2012). Olhares sobre as políticas públicas de recursos hídricos para o semiárido. In: Gheyi, H. R., Paz, V. P. S, Medeiros, S. S., & Galvão, C. O. (Eds). Recursos hídricos em regiões semiáridas (pp. 3-4). Campina Grande, PB: Instituto Nacional do Semiárido/Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

Nascimento, R. (2008). Avaliação do crescimento do milheto sob diferentes níveis de água no solo. Revista Educação Agrícola Superior, 23, 51-52.

Nicolau Sobrinho, W., Santos, R. V., Menezes, J. C. Jr., & Souto, J. S. (2009). Acúmulo de nutrientes nas plantas de milheto em função da adubação orgânica e mineral. Revista Caatinga, 22, 107-110.

Priesnitz, R., Costa, A. C. T., Jandrey, P. E., Fréz, J. R. S., Duarte Jr., J. B., & Oliveira, P. S. R. (2011). Espaçamento entre linhas na produtividade de biomassa e de grãos em genótipos de milheto pérola. Semina: Ciências Agrárias, 32, 485-494.

R Core Team. (2016). (Versão 2.13.1.) [Software]. R: A language and environment for statistical computing. R Foundation for Statistical Computing, Vienna, Austria.

Rodrigues, J. A. S., & Cruz, J. C. (2009). Cultivo do milheto. Embrapa Milho e Sorgo.

Santos, M. C. S, Lira M. A., Tabosa, J. N., Mello, A. C. L., & Santos, M. V. F. (2011). Comportamento de clones de Pennisetum submetido a períodos de restrição hídrica controlada. Archivos de Zootecnia, 60, 31-39.

Silva, K. F., Melo, M. D., Primo, A. A., & Fontinele, R. G., Carvalho, M. A. R. & Souza, H. A. (2015). Parâmetros biométricos e clorofila de cultivares de milheto em função de lâminas de irrigação, cultivados em solo degradado (pp 2847-2857). Anais do Inovagri International Meeting, Fortaleza, CE, Brasil, 3

Tabosa, J. N., Lima, G. S., Lira, M. A., Tavares Filho, J. J., & Brito, A. R. M. B. (1999). Programa de Melhoramento de Sorgo e Milheto em Pernambuco. Recursos Genéticos e Melhoramento de Plantas para o Nordeste Brasileiro.

Taiz, L., Zeiger, E., Moller, Y. M., & Murphy, A. (2017). Fisiologia e desenvolvimento vegetal (6 ed., 858p). Porto Alegre, RS: Artmed.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Magistra

ISSN 2236-4420 - versão on line