Armazenamento de sementes de Passiflora alata, Passiflora cincinnata e Passiflora setacea em embalagens aluminizadas à temperatura ambiente

Roberto Vieira de Carvalho, Fábio Gelape Faleiro, Jamile da Silva Oliveira, Nilton Tadeu Vilela Junqueira, Ana Maria Costa, Juliano Gomes Pádua

Resumo


Resumo: A possibilidade de armazenar sementes em embalagens comerciais à temperatura ambiente facilita muito a logística de sua comercialização. Neste trabalho, objetivou-se avaliar a emergência de plântulas a partir de sementes de cultivares de maracujazeiro armazenadas em embalagens comerciais à temperatura ambiente. O experimento foi realizado no Laboratório de Sementes da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Para cada cultivar (BRS Mel do Cerrado, BRS Pérola do Cerrado e BRS Sertão Forte) foi montado um experimento no Delineamento Inteiramente Casualizado (DIC), em esquema fatorial 5 x 2 [cinco tempos de armazenamento das sementes (1: sementes recém-colhidas; 2: sementes armazenadas por 30 dias; 3: sementes armazenadas por 60 dias; 4: sementes armazenadas por 90 dias e 5: sementes armazenadas por 120 dias) e dois substratos (1: areia; 2: Carolina Padrão®)], com quatro repetições de 18 sementes. Foram analisados a porcentagem de emergência de plântulas e índice de velocidade de emergência. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância pelo teste F e as médias dos tratamentos foram comparadas pelo teste Tukey a 5% de probabilidade de erro. O armazenamento das sementes das espécies P. alata, cultivar BRS Mel do Cerrado e da espécie P. setacea cultivar BRS Pérola do Cerrado proporcionou uma melhoria na porcentagem e velocidade de emergência de plântulas a partir dos 60, até os 120 dias de armazenamento, o que deve ser considerado na logística de produção e comercialização das sementes dessas cultivares.

Palavras chave: Maracujá, Emergência de plântulas, Germinação


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