Composição físico-química e colorimétrica da polpa de frutos verdes e maduros de Cereus jamacaru

Semirames do Nascimento Silva, Polyana Barbosa da Silva, Raphaela Maceió da Silva, Luís Paulo Firmino Romão da Silva, Antônio Jackson Ribeiro Barroso, Francisco de Assis Cardoso Almeida, Josivanda Palmeira Gomes

Resumo


Resumo: Dentre as cactáceas nativas do Nordeste, o mandacaru se destaca como alternativa alimentar, principalmente, devido ao seu valor nutritivo. Os frutos do mandacaru apresentam grande potencial para a indústria. Porém, poucos são os estudos encontrados na literatura sobre os frutos desta planta que, apesar de serem encontrados em grandes quantidades entre os meses de fevereiro a setembro, ainda não são explorados comercialmente, ocorrendo seu desperdício. Sendo assim, teve-se como objetivo determinar a composição físico-química e colorimétrica da polpa dos frutos do mandacaru verdes e maduros. Os frutos nos diferentes estágios de maturação fisiológica foram coletados em área de Caatinga no município de Barro estado do Ceará, os mesmos foram embalados, acomodados em caixa térmica e transportados ao Laboratório de Processamento e Armazenamento de Produtos Agrícolas, da Universidade Federal de Campina Grande, Paraíba. No laboratório, foram realizadas as análises de umidade (%), atividade de água (aw), pH, acidez total (%), sólidos solúveis totais (%), relação sólidos solúveis totais e acidez total (SST/AT), cinzas (%), lipídios (%), carboidratos (%), vitamina C (mg/100g de ácido ascórbico) e cor. As polpas dos frutos do mandacaru completamente maduros apresentaram menor teor de acidez, cinzas, lipídios e índice de escurecimento, maior equilíbrio doce-ácido (SST/AT), maiores conteúdos de proteínas e de vitamina C. A composição físico-química da polpa dos frutos do mandacaru é influenciada pelo estágio de maturação fisiológica. As polpas foram consideradas ácidas, com baixo conteúdo mineral, alto teor de umidade e atividade de água.

 Palavras chave: Cactáceas, Frutas Nativas, Mandacaru.


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