Modelos de relação hipsométrica para um fragmento de cerrado sensu stricto no sul do estado do Tocantins

Mayronne Joaquim Fonseca dos Santos, Valdir Carlos Lima de Andrade

Resumo


Resumo: Relação hipsométrica ainda é pouco estudada em povoamentos florestais inequiâneos brasileiros. Por isso, neste trabalho, o objetivo foi testar vários modelos hipsométricos para Cerrado sensu stricto no sul do estado do Tocantins. Foram utilizados dados obtidos por meio de um inventário florestal com cinco parcelas de1000 m² cada, as quais totalizaram 820 árvores com diâmetro e altura média de9,6 cm e6,8 m, respectivamente. O ajuste dos modelos resultou em um erro padrão residual variando de 27,7% a 34,8% e coeficiente de determinação ajustado de0,408 a0,652. A partir de um delineamento inteiramente casualizado no esquema de parcelas subdivididas, com posterior aplicação do teste Dunnett, ambos ao nível de 5%, além da análise gráfica da distribuição de resíduos, pôde-se identificar quatro modelos hipsométricos, que incluem em sua forma funcional as variáveis independentes d, dq, hd, N e G, como os modelos que mais se adequaram a relação hipsométrica da área de cerrado inventariada no sul do estado do Tocantins.

Palavras Chave: Equações hipsométricas, Inventário florestal, Regressão linear.


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