Manejo da adubação potássica na cultura da berinjela cultivada na Amazônia Ocidental

Núbia Pinto Bravin, Weverton Peroni dos Santos, Marina Conceição do Carmo , Caio Bastos Machado , Marta Raiara Gomes Santos , Marcos Gomes de Siqueira , Jairo Rafael Machado Dias 

Resumo


Resumo: As condições edafoclimáticas do estado de Rondônia são favoráveis para produção de berinjela de qualidade, entretanto, depende de estudos para definir parâmetros que potencializem seu cultivo. Objetivou-se com o presente trabalho, avaliar doses e parcelamentos da adubação potássica no desempenho agronômico da cultura da berinjela, em condições de campo no estado de Rondônia. Foi utilizado o delineamento experimental em blocos casualizados, em esquema de parcelas subdivididas, com 3 repetições. As parcelas principais foram compostas por duas formas de parcelamento da adubação potássica:  3 e 6 aplicações, e nas subparcelas foram alocadas quatro doses crescentes de K2O: 0, 80, 160 e 320 kg ha-1. Aos 60 dias após o transplantio as plantas foram avaliadas quanto às características de crescimento: diâmetro do caule e altura de plantas; e de produção: diâmetro do fruto, comprimento de frutos, massa média do fruto, massa de frutos por planta, o número de frutos por planta e produtividade. As variáveis de crescimento vegetativo não foram influenciadas pelo manejo da adubação potássica. A dose 320 kg ha-1 de K2O proporcionou maior valor absoluto de produtividade, porém, teve efeito negativo sobre o tamanho dos frutos de berinjela. O suprimento de K2O parcelado em três aplicações apresenta a mesma eficiência que o maior parcelamento, podendo ser adotado no manejo da adubação potássica da cultura da berinjela.

 

Palavras chave: Solanum melongena L., Produtividade, Nutrição mineral.

 


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