Fotoblastismo na germinação de sementes de araçazeiro (Psidium guineense Swartz.)

Matheus Queiros Firmino Pinto, Givago Coutinho, Kelly Cristiene de Freitas Borges

Resumo


Resumo: A propagação é o primeiro passo para a domesticação de espécies de interesse pelo homem. Contudo, muitas espécies ainda se encontram sem informações disponíveis quanto a formas e viabilidade de métodos de propagação. Assim, o objetivo deste trabalho foi determinar o comportamento germinativo de sementes de araçazeiro em relação ao fotoblastismo, ou seja, em presença e ausência de luminosidade.  As sementes foram coletadas no munícipio de Caldas Novas, GO e a condução experimental ocorreu entre os meses de fevereiro e maio de 2020 em germinador, em ambiente controlado em temperatura de 25°C com variação de ±2°C no laboratório Agroanálise no município de Goiatuba/GO. Foram avaliados: porcentagem de plântulas normais, porcentagem de plântulas estioladas, porcentagem de germinação e porcentagem de plântulas com folhas, sendo os dados em porcentagem transformados em arc sen √(P/100) e o Índice de Velocidade de Germinação (IVG), sem transformação. Conclui-se que as sementes de araçazeiro demonstraram maior potencial de germinação em ausência de luz sendo, portanto, fotoblásticas negativas, não germinando na presença de luz. A condição de ausência de luz não favoreceu o desenvolvimento das plântulas, o que causou um elevado quadro de estiolamento nas mesmas, enquanto que a condição de presença de luz favoreceu a formação de plântulas normais.

Palavras chave: Ausência de luz, Estiolamento, Luminosidade.

 


Texto completo:

PDF

Referências


Almeida, S. P. (1998). Cerrado: aproveitamento alimentar. (188p). Planaltina: Embrapa.

Bezerra, J. E. F., et al. (2010). Araçá In: Vieira, R. F., et al. (Org.). Frutas Nativas da Região Centro Oeste do Brasil. (pp. 47-67). Brasília: Embrapa Informação Tecnológica.

Brasil. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. (2009). Regras para Análise de Sementes (398p). Brasília: Mapa/ACS.

Brasil. Ministério do Meio Ambiente. (2020). O Bioma Cerrado. Recuperado em 08, julho, de https://www.mma.gov.br/biomas/cerrado.

Cardoso, M. R. D., Marcuzzo, F. F. N., & Barros, J. R. (2014). Classificação Climática de Kõppen-Geiger para o estado de Goiás e Distrito Federal. Acta Geográfica, 8 (16), 40-55.

Cosmo, N. L., et al. (2017). Morfologia de fruto, semente e plântula, e germinação de sementes de Myrceugenia euosma (o. Berg) D. Legrand (Myrtaceae). Floresta, 47 (4), 479 - 488.

Cremasco, J. P. G., et al. (2017). Emergência de plântulas de pitangueira (Eugenia uniflora L.) sob diferentes fotoperíodos. Revista Agropecuária Técnica, 38 (2), 103-108.

Dousseau, S., et al. (2011). Ecofisiologia da germinação de sementes de Campomanesia pubescens. Ciência Rural, 41 (8), 1362-1368.

Emer, A. A., et al. (2018). Fotoblastismo e germinação de sementes de Campomanesia aurea (Myrtaceae). Bioscience Journal, 34 (6), 1505-1512.

Fachinello, J. C., Nachtigal, J. C., & Hoffmann, A. (2005). Propagação por sementes. In: Fachinello, J.C., Hoffmann, A., & Nachtigal, J.C. Propagação de plantas frutíferas. (pp.57-67). Brasília: Embrapa Informação Tecnológica.

Ferreira, D. F. (2011). Sisvar: a computer statistical analysis system. Ciência e Agrotecnologia, 35 (6), 1039-1042.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (2019). Biomas e sistema costeiro-marinho do Brasil: compatível com a escala 1:250 000. (Relatórios metodológicos, n. 45, 168p). Rio de Janeiro: IBGE.

Lorenzi, H., Lacerda, M. T. C., & Bacher, L. B. (2015). Frutas no Brasil nativas e exóticas: de consumo in natura (768p). Instituto Plantarum de Estudos de Flora.

Maguire, J. D. (1962). Speed of germination-aid selection and evaluation for seedling emergence and vigor. Crop Science, 2, 176-177.

Marcos Filho, J. (2005). Fisiologia de sementes de plantas cultivadas. (495p). Piracicaba: FEALQ.

Merchán, Y. C. P., et al. (2020). Efecto de la Luz sobre la Germinación de Semillas de Champa (Campomanesia lineatifolia R. & P.). Ciencia y Agricultura, 17 (2), 23-31.

Santos, C. R. M., Ferreira, A. G., & Áquila, M. E. A. (2004). Características de frutos e germinação de sementes de seis espécies de Myrtaceae nativas do Rio Grande do Sul. Ciência Florestal, 14 (2), 13-20.

Soares, J. D. R., et al. (2010). Estiolamento e luz artificial no cultivo in vitro de orquídeas nativa e híbrida. Ciência Rural, 40 (9), 1941-1947.

Taiz, L., et al. (2017). Fisiologia e desenvolvimento vegetal. (6 ed., 888p). Porto Alegre: Artmed.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Magistra

ISSN 2236-4420 - versão on line