Umidade do solo na atividade residual de Atrazina e Imazethapyr

Diecson Ruy Orsolin da Silva, Álvaro André Alba da Silva, Bruna Dal'Pizol Novello, Marina Luiza Cuchi

Resumo


Resumo: A umidade do solo antes e após a aplicação de herbicidas pré-emergentes possui relação direta com a eficiência e atividade residual no controle de plantas daninhas. O trabalho tem por objetivo avaliar a atividade residual de atrazina e imazethapyr em função da umidade do solo antes e após a aplicação dos herbicidas. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, em delineamento experimental inteiramente casualizado, com quatro repetições. Foram testados a aplicação em pré-emergência de imazethapyr (100 g ia ha-1) e atrazina (2000 g ia ha-1), em diferentes condições de umidade do solo: solo úmido ou seco antes da aplicação dos herbicidas, seguido de irrigação ou não, após a aplicação dos herbicidas. O nabo (Raphanus sativus) foi utilizado como a planta bioindicadora da presença de residual dos herbicidas. Foram avaliadas a fitotoxicidade, estatura de plantas, cobertura do solo e matéria seca das plantas. Os sintomas observados foram mais severos para atrazina quando aplicado em solo seco e mantido até a semeadura da planta indicadora, demonstrando 59% de fitotoxicidade. Os resultados foram mais pronunciados quando o imazethapyr foi aplicado em solo seco ou úmido, seguido na condição de com ou sem irrigação após a aplicação do herbicida, com 70 e 75% de fitotoxicidade, respectivamente. Assim, a aplicação em condições de solo seco antes e sem irrigação até a semeadura do nabo proporcionou maior atividade residual para a atrazina, já o efeito do residual de imazethapyr sobre nabo foi mais pronunciado quando aplicação sobre solo úmido e seco, seguido de irrigação e sem irrigação, respectivamente.

 

Palavras chave: Raphanus sativus, Fitotoxicidade, Pré-emergente.

 


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