Ácido indolbutírico como indutor de enraizamento em estacas de pequizeiro

Rafael Reinaldo Pains de Deus, Givago Coutinho, Evaldo Tadeu de Melo

Resumo


Resumo: Espécie típica do Cerrado brasileiro, o pequizeiro vem ganhando notoriedade devido a sua versatilidade e sabor peculiar. Contudo, o pequi consumido no país ainda é predominantemente oriundo do extrativismo, sendo necessário o desenvolvimento de técnicas que viabilizem seu cultivo de forma sustentável. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a viabilidade da propagação do pequizeiro via estaquia mediante o uso de diferentes doses de ácido indolbutírico (AIB). O trabalho foi conduzido em delineamento com blocos casualizados, com quatro tratamentos (três doses de AIB: 2000, 4000, 6000 mg.L-1 e controle, sem uso do AIB) com 5 repetições e 9 estacas por repetição, totalizando 180 estacas. As características analisadas foram: percentual de sobrevivência das estacas; percentual de estacas com calos e primórdios radiculares, sendo considerados aqueles com 1 mm de comprimento; número e comprimento de raízes, levando em conta raízes que apresentaram acima de 5 mm de comprimento e número de brotações. Os resultados foram submetidos ao teste F e em seguida foram submetidos à análise de regressão e a correlação linear de Pearson. Os resultados mostraram que as doses de AIB estudadas não foram eficientes na promoção do enraizamento de estacas de pequizeiro. Contudo, à medida que ocorreu aumento nas doses de AIB, houve tendência linear no aumento das brotações nas estacas. O coeficiente de correlação apresentado entre as características número de brotações e sobrevivência de estacas foi de 0,2. Este resultado indica que o aumento no número de brotações influenciou positivamente no percentual de sobrevivência das estacas.

Palavras chave: Caryocar brasiliense Camb., Doses de AIB, Propagação Vegetativa.


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